Domingo, Agosto 22, 2010

Reencontro com as amigas aos 30


Nas férias não fui para locais exóticos, nem sítios paradísiacos. Não fui para hóteis. Não viajei. Estas férias foram passadas na minha ilha, a visitar e a relaxar em locais lindíssimos, e pude dedicar bastante tempo à familia e amigos, que este ano, devido ao imenso trabalho que tive, descurei bastante.
Ontem fui despedir-me de uma amiga que morou comigo quando estudei em Coimbra e que esteve 2 semaninhas nos Açores. Foi uma amiga com quem partilhei inúmeros momentos: saídas, estudo, confidências, gargalhadas por coisas estúpidas, cozinhados... e foi tão bom reencontrar-me com ela. Juntamente com outra amiga que mora actualmente perto de mim, e que morou connosco em Coimbra, pudemos reviver aqueles anos. Resgatamos fotos, memórias, partilhamos o presente, no meio de uma cervejinha e de cigarrinhos. Colocamos todas as fofocas em dia.


As nossas vidas seguiram rumos diferentes, mas foi óptimo constatar que a cumplicidade entre nós 3 continua igual.


Há as amizades da infância, da adolescência e da faculdade. Algumas amizades perduram, outras, acabam naturalmente (ou não... ) por ficarem circunscritas a determinadas fases; mas após a faculdade - pelo menos comigo tem sido assim - não se constroem amizades tão fortes como as construidas até então. Talvez porque deixámos de ter tanto tempo para nos dedicarmos à amizade, e é preciso dedicação, sobretudo numa fase inicial para criarmos os alicerces que irão "suportar" a relação.


Aos 30 tenho o privilégio de ter na minha vida amigas de infância, amigas do tempo das borbulhas e paixonetas, e amigas do tempo de faculdade... e sei que estas ficarão para a vida. As que tinham que ficar para trás ficaram, outras perdeu-se o contacto, mas estão no coração.


Mas gostaria de ter mais perto de mim aquelas amigas que me acompanharam ao longo dos tempos na cidade dos estudantes. Foram tantas e todas boas amizades. São amigas diferentes das outras, nem melhores, nem piores, mas diferentes. Foram construídas numa altura em que a nossa personalidade e gostos já estavam cimentados, pelo que acabámos por criar um grupo mais parecido connosco, numa época em que havia muito tempo para cafés e noitadas, para inter-ajuda e para partilha de sonhos.

Estas duas semaninhas lembraram-me das saudades que já tinha de ter momentos com as minhas amigas. E foi giro, muito giro vermos o percurso que as nossas vidas tomaram. E os serões na tagarelice foram uns dos pontos altos das férias. Quero mais assim...

1 comentários:

Maria disse...

Era óptimo se pudéssemos ter todas as pessoas de quem gostamos ao pé de nós!

Resta-nos aproveitar todos os bocadinhos com elas! Qualidade não é sinónimo de quantidade e aos trinta isso ainda se torna mais evidente!

:)

Bjs grandes