
Nas férias não fui para locais exóticos, nem sítios paradísiacos. Não fui para hóteis. Não viajei. Estas férias foram passadas na minha ilha, a visitar e a relaxar em locais lindíssimos, e pude dedicar bastante tempo à familia e amigos, que este ano, devido ao imenso trabalho que tive, descurei bastante.
Ontem fui despedir-me de uma amiga que morou comigo quando estudei em Coimbra e que esteve 2 semaninhas nos Açores. Foi uma amiga com quem partilhei inúmeros momentos: saídas, estudo, confidências, gargalhadas por coisas estúpidas, cozinhados... e foi tão bom reencontrar-me com ela. Juntamente com outra amiga que mora actualmente perto de mim, e que morou connosco em Coimbra, pudemos reviver aqueles anos. Resgatamos fotos, memórias, partilhamos o presente, no meio de uma cervejinha e de cigarrinhos. Colocamos todas as fofocas em dia.
As nossas vidas seguiram rumos diferentes, mas foi óptimo constatar que a cumplicidade entre nós 3 continua igual.
Há as amizades da infância, da adolescência e da faculdade. Algumas amizades perduram, outras, acabam naturalmente (ou não... ) por ficarem circunscritas a determinadas fases; mas após a faculdade - pelo menos comigo tem sido assim - não se constroem amizades tão fortes como as construidas até então. Talvez porque deixámos de ter tanto tempo para nos dedicarmos à amizade, e é preciso dedicação, sobretudo numa fase inicial para criarmos os alicerces que irão "suportar" a relação.
Aos 30 tenho o privilégio de ter na minha vida amigas de infância, amigas do tempo das borbulhas e paixonetas, e amigas do tempo de faculdade... e sei que estas ficarão para a vida. As que tinham que ficar para trás ficaram, outras perdeu-se o contacto, mas estão no coração.
Mas gostaria de ter mais perto de mim aquelas amigas que me acompanharam ao longo dos tempos na cidade dos estudantes. Foram tantas e todas boas amizades. São amigas diferentes das outras, nem melhores, nem piores, mas diferentes. Foram construídas numa altura em que a nossa personalidade e gostos já estavam cimentados, pelo que acabámos por criar um grupo mais parecido connosco, numa época em que havia muito tempo para cafés e noitadas, para inter-ajuda e para partilha de sonhos.
Estas duas semaninhas lembraram-me das saudades que já tinha de ter momentos com as minhas amigas. E foi giro, muito giro vermos o percurso que as nossas vidas tomaram. E os serões na tagarelice foram uns dos pontos altos das férias. Quero mais assim...

1 comentários:
Era óptimo se pudéssemos ter todas as pessoas de quem gostamos ao pé de nós!
Resta-nos aproveitar todos os bocadinhos com elas! Qualidade não é sinónimo de quantidade e aos trinta isso ainda se torna mais evidente!
:)
Bjs grandes
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